Uma livraria de rua.
Uma editora praiana.
A história da Realejo começa em Santos/SP, entre livros, leitores, autores e encontros. Primeiro como livraria; depois, também como editora. Se a experiência do balcão da livraria ajudou a formar a editora, os livros publicados pela editora voltaram para as estantes da livraria. Assim, entre o balcão e as estantes, a Realejo construiu sua história e encontrou na convivência em torno dos livros a sua essência.
Um lugar para entrar por um livro e ficar pela conversa.
A Realejo Livros começou em 2001, quando José Luiz Tahan abriu uma pequena livraria dentro de uma universidade em Santos. Embora estivesse dentro do campus, sua porta dava para a rua, quase uma antecipação do caminho que viria depois.
Em 2003, a livraria ganhou casa nova no coração do Bairro do Gonzaga. Nascia ali a Realejo Livros como é conhecida até hoje: uma livraria de rua com bar-café, balcão, mesas e espaço para que os livros fossem também motivo de conversas e encontros.
Ao longo dos anos, passaram pela Realejo escritores, leitores, músicos, jornalistas, artistas e gente que simplesmente entrou para procurar um livro e ficou um pouco mais. Lançamentos, debates, conversas e outras atividades culturais fizeram da livraria um espaço de convivência com a literatura e com a cidade.
Foi desse ambiente que nasceu também, em 2009, a Tarrafa Literária, festival internacional de literatura criado por José Luiz Tahan para levar à cidade aquilo que já acontecia cotidianamente dentro da livraria: o encontro entre escritores, livros e leitores.
Mais de duas décadas depois, a Realejo continua sendo aquilo que escolheu ser desde o começo: uma livraria de rua.
“Há poucas profissões mais nobres que a de livreiro. Talvez os médicos, que amenizam nossas dores, os palhaços, que nos dão alegrias e os jornalistas, que nos informam sobre o mundo. Mas, pensando bem, o livreiro também faz um pouco dessas três coisas. (…) José Luiz Tahan é um livreiro.” José Roberto Torero · escritor e cineasta
Santista, José Luiz Tahan chegou ao ofício de livreiro quase por acaso. Em busca do primeiro emprego, saiu com sua pasta de desenhos e preencheu fichas em lojas, locadoras e outros estabelecimentos até chegar à Livraria Iporanga. Entrou como funcionário e, anos depois, tornou-se sócio.
Desde então, o balcão nunca deixou de ser parte de seu ofício. Foi ali, entre livros e leitores, que construiu boa parte de sua trajetória: vendendo e indicando livros, conversando com leitores, recebendo escritores e cultivando relações que, com o tempo, dariam origem a outros projetos.
Livreiro, editor e autor, continua do outro lado do balcão, acreditando na livraria de rua, no encontro com os leitores e no livro como cultura e também como negócio.

Depois de anos vendendo livros, indicando autores, ouvindo leitores e acompanhando de perto a vida dos livros nas estantes, surgiu uma vontade quase natural: também publicá-los. Assim nasceu, em 2006, a Realejo Edições.
Nascida dentro de uma livraria de rua, a editora trouxe dessa origem uma maneira própria de olhar para os livros. A proximidade com leitores e escritores, a curiosidade diante de novas histórias e a liberdade para experimentar ajudaram a formar um catálogo que, ao longo de vinte anos, ultrapassou duzentos títulos de autores brasileiros e estrangeiros.
Desde o início, a Realejo Edições procurou publicar livros capazes de olhar para o lugar de onde ela veio sem perder de vista o mundo. Histórias próximas e distantes. Literatura, biografias, memória, futebol, arte: ao longo do tempo, diferentes gêneros e temas ajudaram a construir a identidade de uma editora que nasceu em Santos, mas nunca estabeleceu fronteiras para o seu catálogo. A não ser uma: a qualidade do texto.
Ao completar vinte anos, em 2026, a Realejo Edições iniciou um novo capítulo de sua história. José Luiz Tahan recebeu Avanir Neto e Victor Valente como novos sócios da editora, ampliando a estrutura dedicada ao projeto editorial.
São três trajetórias diferentes que passam a trabalhar para um mesmo projeto. Três olhares distintos sobre o mundo, três experiências diferentes, mas também três margens para um mesmo curso: a paixão pelos livros e a vontade de fazê-los chegar cada vez mais longe e para mais pessoas.
Publisher, responsável pela curadoria e pela construção do catálogo.
Preparação e desenvolvimento editorial dos textos.
Gestão administrativa e jurídica da editora.
Mais autores, mais histórias, mais encontros e mais livros por vir.
A Realejo Edições cresce sem se afastar de sua origem. A livraria continua sendo a casa onde tudo começou, o balcão continua próximo dos leitores e Santos continua sendo o lugar de onde a editora olha para o mundo.